Segundo passo

Buscando a Paz

“(...)é conflito, é dor! Essa amorosa mãe decide então que ela ficará a serviço da paz. Vem para um, observa o que tira a paz do coração dele, olha para o outro e observa o que lhe tira a paz do coração, e, com muito amor em seu coração, toma o partido da paz.

(...)

Porque entramos em conflito, esquecidos de que isso nos distancia da paz, nos distancia do clima da paz, da tranquilidade que a paz nos proporciona, do ninho sedoso aveludado, que nós aves, em migrações às vezes difíceis e longas, encontramos no campo da paz.

(...)

 paz, só vem, só desabrocha, quando ambos escolhem seguir a paz, o amor.

(...)

o caminho a ser percorrido está no livre arbítrio, no livre proceder, no livre caminhar, na paz a ser construída em cada coração. Caridade, eis a grande bandeira de salvação.

(...)

Nem vítima e nem perpetrador. Vamos seguir para o nosso grande modelo, Jesus de Nazaré, nosso amado mestre Jesus!”

Buscando a Paz

Buscando a Paz - Casinha Belém
00:00 / 00:00

Amados e amadas, vamos abrir com uma pequenina história. Imaginemos uma mãe amorosa, que tem diante de si duas crianças, dois filhos, duas pessoas por quem ela tem um carinho muito especial. Esses dois filhos estão em conflito, em briga. Essa mamãe olha para um e para outro, e seu coração se toma de aflições, porque o seu desejo é de auxiliá-los, guardá-los, ajudá-los de alguma forma a encontrar os campos de paz. Mas, quando ela olha para ambos, o que ela vê, é conflito, é dor! Essa amorosa mãe decide então que ela ficará a serviço da paz. Vem para um, observa o que tira a paz do coração dele, olha para o outro e observa o que lhe tira a paz do coração, e, com muito amor em seu coração, toma o partido da paz.
Ela vem para um, e fala da paz. Ela vem para o outro e comenta a paz, e, coloca no coração de ambos, uma saudade dos tempos de paz. Porque entramos em conflito, esquecidos de que isso nos distancia da paz, nos distancia do clima da paz, da tranquilidade que a paz nos proporciona, do ninho sedoso aveludado, que nós aves, em migrações às vezes difíceis e longas, encontramos no campo da paz. E, essa mãe amorosa pede a cada um, reconsiderar. E assim, está semeado o caminho da paz. Mas, a paz verdadeiramente nesses corações só virá se ambos escolherem seguir o caminho da paz.
Não basta que essa mãe, olhe, se compadeça, aconselhe, porque a paz, ela é uma escolha. Para chegarmos à paz, nós precisamos antes amar, nós precisamos reconsiderar as questões que nos retiraram do campo de paz.
Entramos em guerra, entramos em conflito e, tanto a vítima ( aqueles que se colocam como vítima), quanto o perpetrador, ( aquele que mantém o processo da dor, o processo do conflito, digamos assim), ambos, mantém com essa postura o conflito e não a paz. Enquanto a vítima chora o seu processo de dor e de vitimação, enquanto o outro advoga a existência desse
campo:
- “Meu Deus! isso não pode acontecer”, diria esse perpetrador.

Enquanto ele age assim, ele mantém o conflito e não a paz. A paz, só vem, só desabrocha, quando ambos escolhem seguir a paz, o amor. Quando ambos perdoam-se e, ao perdoar, dão um para o outro, a chance de um caminho novo.
Amado e amada, eis a palavra de hoje deixada pra nós, da longínqua Paris do ano de 1860, por esse espirito maravilhoso que conheceu a dor como ninguém, o conflito como ninguém e a paz como ninguém, foi arauto de Cristo, levando a paz a muitos e muitos povoados. Civilizações beberam da paz de Paulo, Paulo de Tarso, o apóstolo.
Amados, Paulo vem hastear a bandeira da caridade - cara idade. Idade querida onde nós já entendemos na sabedoria dos anos e das vivências, que a paz, ela precisa ser conquistada bem dentro de nosso coração, com atos concretos. Uma paz não pode ser decretada, ela não funciona. Estão aí às guerras e mais guerras, em que há um tratados de paz assinado sem eco, sem profundidade, elas retornam, passam-se um tempo, e aquela chama encoberta volta a se vivificar e lá está de novo a chama do conflito. A paz, ela só se opera quando ambos, tanto a vítima quanto o algoz ou perpetuador, aquele que se ofende pelo processo de dor... Amados, se faz necessário explicarmos um pouquinho mais essa lógica, vamos pegar, por exemplo o conflito na Alemanha. Só a título de exemplo. De um lado temos o povo Judeu, de outro lado temos os Alemães, e todo um processo de dor instaurado, de um lado choram os Judeus em campos de concentração, de outro, choram os Alemães, tendo as suas costas a guerra, tendo as suas costas um campo de dor imenso. Imaginemos isso no plano astral, imaginemos... Se entrarmos para um julgamento imagine a mãe com essas duas crianças olhando para ambos os campos: que dor! Em ambos os campos e, somente eles poderão encontrar o caminho de resolução desse problema, somente eles. Não há, não há como advogar a causa das vítimas sem cometer o crime de manter o conflito, já que você se posicionou do lado daquele que era vítima de um processo. Porém, amados e amadas, Deus é bom e se Deus trouxe esse conflito, é porque esse conflito se fazia necessário. Há um carma inerente a isso, por exemplo, imaginemos que esses judeus possam ter relação - a título apenas de exemplificação cármica, não afirmaremos de maneira categórica, apenas de maneira ilustrativa - imaginemos que esses

judeus tenham a ver, em vidas passadas, com o julgamento do Cristo - por exemplo - um carma coletivo.
Por exemplo, é somente uma hipótese a titulo de exemplificação, então se entramos no meio dessa dor, tanto do lado vítima, quanto do lado dos perpetradores dessa dor, se entramos no meio, mantemos o conflito, porém, se conseguirmos ficarmos imparciais, distantes, olhar essa cena com amor, como mãe olha para os dois filhos em conflitos, e, busca profundamente semear a calma, a paz, o perdão, o amor em seus corações, enquanto promessa... Ambos olharão pra essa mãe com profundo respeito e com uma vontade imensa de seguir o caminho de paz. Então, diante de um conflito armado, amados, a postura mais amorosa é incentivá-los ao amor, ao perdão, e, distanciar-se, no amor, para que haja um processo de paz, para que haja o desejo da paz, para que ambos encontrem pontes de perdão, de amor, de reconstrução e, assim, a chance do amor retornar será maior, mas somente assim.
Então voltemos ao caso da mãe que observa os seus dois filhos. O que faz uma mãe senão amar muito a um e a outro. Ouvir as queixas:
- Por que você está tão triste filho amado? E, aí o filho dirá:
-“Mãe ele me bateu, mãe...”
- Mas por que ele te bateu? Então essa criatura pensará no motivo do por
que ele recebeu esse karma, tapa, soco etc...
E aí vai para o outro:
-“Porque você está tão triste, o que aconteceu?” “O que te leva a esse
conflito?”
E aí o outro dirá:
- “Ele me provocou, ele me xingou...” E aí, essa mãe, amorosamente ouvirá
todas essas queixas e, ponderará amorosamente:
- “Mas porque será que ele te ofendeu?” “O que você fez a ele, que puxou do
coração dele essa dor?”

Amados, isso é o máximo que dá para ir, a partir daí os campos, as decisões, o caminho a ser percorrido está no livre arbítrio, no livre proceder, no livre caminhar, na paz a ser construída em cada coração. Caridade, eis a grande bandeira de salvação. Todas às vezes que pensamos no outro como nós mesmos, que temos esse respeito imenso, a essa instância , e, esse profundo respeitar da capacidade de decisão de cada um, aí encontraremos a caridade: Amar ao próximo como se fosse a ti mesmo.
O que eu gostaria que fosse feito a mim se eu estivesse em meio a um conflito? Pensemos nisso, e, vamos fechar com a psicografia de Eurípedes de Maria Santíssima “acalmai-vos meus filhos, Eu sou a Mensageira da Paz”.
Que a paz de Maria Santíssima possa habitar no nosso coração profundamente, e, deixemos que todos aqueles que vivem os conflitos, sejam tocados por esse amor, amor exemplificado, amor distribuído aos borbotões, amor que desce em enxurrada sobre cada um, vindo de Maria Santíssima, vindo de Jesus, vindo de todo àquele que faz a vontade de Deus que está nos Céus.
Paz no coração de todos! E pensemos: Nem vítima e nem perpetrador. Vamos seguir para o nosso grande modelo, Jesus de Nazaré, nosso amado mestre Jesus! Muita paz no coração de todos. Que Jesus nos abençoe!

 

Referência: Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XV – Fora da Caridade não há salvação. A Caridade segundo São Paulo. Ítens 6 e 7.


Disponível em: https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-15-fora-da-caridade-nao-ha-salvacao/a-caridade-segundo-sao-paulo/

Referência a psicografia de Eurípedes Barsanulfo de mãe santíssima no livro Eurípedes: de Roma a Sacramento

Irmãos, sugerimos o filme de Santa Teresinha pois temos encontrado em sua história de vida, verdadeiras “pérolas”, que nos auxiliam muito em nossa trajetória espiritual. Santa Teresinha traz com seus exemplos de vida, roteiros preciosos de uma boa caminhada cristã.

Selecionamos uma cena que acreditamos ser muito esclarecedora no filme e ampliamos a reflexão com um texto escrito por  ela mesma no livro “História de uma Alma”.

A cena no filme ocorre no tempo 53:27 (régua de tempo do filme).

Trata-se do momento em que a irmã Agostina dá a Teresa a ordem de limpar o santuário. Teresinha encontra um vaso quebrado e decide por colocá-lo nos bolsos. Irmã Agostina a repreende. Teresa então, escolhe silenciar e fazer um caminho interior...

“... Fazia também muitos esforços para não  me desculpar, sobretudo com a nossa Mestra, a quem não queria ocultar coisa alguma; eis a minha primeira vitória: Não é grande, mas custou-me muito. Um pequeno vaso colocado atrás de uma janela foi encontrado quebrado. Pensando que fosse eu quem o largara ali, mostrou-o para mim dizendo  que eu deveria ter mais cuidado. Sem dizer uma só palavra, beijei a terra e prometi ter mais ordem no futuro. Devido à minha falta  de virtude, essas pequenas práticas custavam-me  muito e precisava  pensar que, no juízo final, tudo seria conhecido, pois pensava: quando se cumpre com sua obrigação, sem se desculpar nunca, ninguém toma conhecimento; pelo contrário, as imperfeições aparecem logo”... ( 1 )

Amig@s, eis um exemplo maravilhoso de alguém que busca fazer a sua reforma íntima da melhor e mais intensa forma possível. Alguém que tem a consciência de que uma reforma parte de um velho “cômodo” de nossa alma, velha e iludida alma, que necessita ser reorganizada à luz dos olhos da consciência, ou de Jesus em nós... e desta forma fazendo o caminho de alguém que “cumpre com sua obrigação”, ou missão, ou simplesmente ressignificando gestos junto a  nossos irmãos de caminhada.

Que o filme - belo filme - traga muitas e boas alegrias...

 

  1.  Santa Teresinha do Menino Jesus. História de uma Alma. Edições Loyola. São Paulo, 2012. 16° Edição.- pag. 142 (Manuscrito A)​

Monja Coen

"Como teremos paz?"

Sobre a música “A Mensageira da Paz”: Criação coletiva utilizando a psicografia na íntegra de “Maria, serva de Deus” de Eurípedes Barsanulfo, recebida em 16/04/1907, do livro “Eurípedes Barsanulfo: de Roma a Sacramento”. Compõe o CD do “Grupo de Artes Eurípedes Barsanulfo”, o GAEB, ligado à nossa Casa Assistencial Francisco Cândido Xavier, a Casinha Belém. O mesmo foi criado com o objetivo de presentear as mães e suas famílias que frequentam os trabalhos sociais das ilhas de Mosqueiro e Outeiro, trazendo paz e acalento para o coração deles.