Décimo Primeiro passo

Perdão

Perdão

Caríssimos amigos e amigas, vamos então, bebendo dessas doces palavras, desses conceitos maravilhosos que, tanto bem trazem a nossa alma. O amor de Deus se faz em todos os momentos. Como nos diz João, o Evangelista: “ninguém jamais viu a Deus”(*1). Então Deus... Nós podemos reconhecê-Lo em todas as coisas. Em absolutamente todas as coisas, Deus é, Deus está!  Deus - amor absoluto- presente está em tudo e em todos. Então, não existe acaso... Cada detalhe de nossa história foi burilado, planejado... Amorosamente programado para nós!

Nós, adentramos uma vida, adentramos em uma experiência neste orbe, guiada, tecida, planejada, esmerilhada por mãos amorosíssimas. Anjos trabalharam para que nós tivéssemos essa raríssima e bela, maravilhosa, oportunidade de existir nesse planeta.  E a nossa existência se dá, da forma mais amorosa possível! Assim como as borboletas, os beija-flores, todos os animaizinhos, todas as pessoas, também pra cá vem, com um propósito claro. Assim como aquela doce abelhinha que produz o mel, e que defende toda sua colmeia, nós também, adentramos este planeta com missões claras... claríssimas! E um detalhe: Escolhidas por nós! Nós escolhemos cada uma dessas trajetórias. Sim! Nós amorosamente escolhemos.

Amados e amadas, então, uma vez que nós trilhamos estes caminhos, uma vez que nós aqui estamos como as borboletas ou como os beija-flores... Nós também adentramos uma reta, uma meta, um caminho... E habitamos esta trajetória por vontade Divina, por graça Divina, nós ganhamos essa oportunidade! E a nós, o que cabe? A nós cabe a graça de viver, de buscar a nossa felicidade, de fazer dessa trajetória a mais bela e amorosa possível. Deus oferece a nós um corpo, para que possamos explorar, todas as potencialidades desse corpo. Oferece olhos para que vejamos o bem por toda parte - a luz e o amor! Oferece uma boca que funciona,  para emitir sons, verbos... Para que possibilite a  todos a nossa volta, beber da grandeza deste amor de Deus em nós... Enfim, somos uma pequena parte de Deus reverberando o amor Dele por onde andarmos... Diante disso, amados, o perdão é inevitável!  Como eu posso, não olhar com olhar de generosidade para as falhas, dificuldades dos que estão a minha volta, se eu sou a mais profunda expressão do perdão de Deus? Se Deus em mim possibilitou toda uma trajetória de refazimento das dores, das dificuldades, dos desacertos de eras passadas?

Amad@s, não perdoar é tão incoerente quanto não amar, ou não viver. Por isso nosso doce Raboni, Jesus de Nazaré, diz a Pedro: “Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete” (*2)
Na verdade, nos parece que Ele estava fazendo um jogo de palavras... O que Ele dizia a Pedro era:  “todas às vezes!” . Perdoar é tão necessário quanto respirar, quanto caminhar, quanto amar, quanto sorrir, quanto viver, quanto expressar o amor de Deus em nós!

Amado e amada, o perdão é o caminho de libertação das nossas amarras... É abreviar o nosso tempo dentro da crisálida, dentro do processo de aprisionamento de ilusão, e das dificuldades que nos envolve e nos enlaça. Perdoar é estar apto ao voo libertador. Perdoar é dar aos outros a chance da libertação e, portanto, ganhar de Deus,  a nossa libertação. O voo suave do futuro em nós, depende do voo que nós propiciamos a todos, que estão ligados a nós. Perdoe! Perdoemos... E automaticamente estaremos libertos dessa trama terrível, negativa, do não perdão, da dor, do enclausuramento de nós mesmos. Uma trama egocentrada, individualista, que nos retira do relacionamento verdadeiro com o outro. Egoísmo. Eis o que nos mantém presos as nossas crisálidas.

Amado e amada, pensemos nisso. Voemos esse grande voo de libertação! Amando muito! Deixando que essas forças libertadoras de Deus se expressem em nós. E, libertando todos que, de alguma forma, estão ligados a nós. Esperando de cada um de nós os liames de libertação. Paz no coração de todos. Muita, muita paz. Que Jesus nos abençoe.

 

(*1) - João 1:18.

(*2) -  Mateus 18:22