Terceiro passo

Encontrando o Amor que Adoeceu

“Jesus na sua doçura imensa deixava esse legado de conhecimento, a nós, humanidade. Jesus tecia nessa historia do Bom Samaritano, a essência do caminho da caridade, a essência do caminho da salvação, da libertação.

(...)

todos nós somos seres altamente dependentes uns dos outros. Não há sobrevivência no orbe sem o inter-relacionamento, entre a raça humana, não há! A raça humana não sobrevive sem o humano, sem o relacionamento.

(...)

“ninguém cruza o nosso caminho por acaso”, ninguém!. Não existe esse acaso. Todas as pessoas que passam pela nossa vida,  trazem notícias de uma Lei Divina, regendo esses encontros. Nos atraímos, como os astros se atraem, numa dança eterna.

(...)

Amores, desamores, afetos, desafetos nós giramos cosmicamente, movidos por esse grande amor de Deus na nossa vida.

(...)

Amemos muito, sejamos felizes, deixemos que essa doce melodia toque, em nossos dias. Paz no coração de todos."

Encontrando o Amor que Adoeceu

Encontrando o Amor que Adoeceu - Casinha Belém
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Caríssimos irmãos e irmãs, com esta doce história deixada por Jesus, uma história simples, contada na Judéia há mais de dois mil anos, para pessoas também simples, almas que ainda não tinham o conhecimento que a nossa civilização amealha nos dias de hoje. Mas Jesus na sua doçura imensa deixava esse legado de conhecimento, a nós, humanidade. Jesus tecia nessa historia do Bom Samaritano, a essência do caminho da caridade, a essência do caminho da salvação, da libertação. Se nós entendermos o encarnar na terra como um processo de ...  Vamos usar os termos cotidianos, da nossa cultura e da nossa civilização, nos dias de hoje, nós temos enquanto  instituições: as prisões, as cadeias, nós temos os reformatórios, nós temos o sistema de educação e reeducação, enfim, nós temos então no planeta terra, um reformatório, grande espaço de aprisionamento de almas, dentro de um sistema doce, manso, belo,  como ainda não vemos infelizmente em nossas prisões, mas, nós aqui  estamos aprisionados em um corpo, em uma historia com condições muito claras.

Reencarnar na terra, pede, que nós tenhamos alguns procedimentos que são universais a todos os seres que encarnam e reencarnam na terra, e que todos precisamos passar por eles. Por exemplo,  todos nós somos seres altamente dependentes uns dos outros. Não há sobrevivência no orbe sem o inter-relacionamento, entre a raça humana, não há! A raça humana não sobrevive sem o humano, sem o relacionamento. Nós  seres humanos, principalmente os encarnados, precisam dialogar com a vida e com a morte. Cotidianamente, vivemos vida e morte, a cada dia.

Nascemos e entramos no processo regressivo da vida para a morte, ou progressivo da morte para a vida. Se entendemos a vida como a vida do espírito. Passamos por esse orbe, com tarefas muito claras, ligados a famílias, a amigos, a reencontro cármicos, enfim, se nós olharmos dessa maneira, vamos dizer assim, tecnicamente, ou, de uma maneira protocolar enfim, podemos usar vários nomes, mas se nós olharmos com uma distância um pouco mais de um olhar burocrático, ou de um olhar pedagógico, ou de um olhar que gera uma certa distância e também padronização entre nós e todos os que estão  viventes ao nosso lado - estamos falando da raça humana. Amado e amada, se nós olharmos assim, nós veremos que somos uma constelação auto dependente, altamente dependente uns dos outros e num processo de burilamento interno para trabalhar cada um de nós, o nosso autoconhecimento, e o grau de dependência e codependência uns dos outros. Então imaginemos essa frase do fariseu, lançada a Jesus na Galiléia, há mais de dois mil anos, e imaginemos essa mesma frase hoje, aqui. A seguinte frase:

“Quem é o meu próximo”?

 Amados, quem é o seu próximo?

Quem é o meu próximo?

Se nós olharmos para essa pergunta, com toda a grandeza que ela envolve, nós encontraremos primeiramente uma grande e maravilhosa rede de pessoas muito queridas, que falam prontamente em nossos corações. Lembraremos dos nossos pais dos nossos irmãos, dos amigos queridos, dos amores, das pessoas que, ao se conectarem conosco, foram como estrelas guiando um trecho da nossa existência. Um sentimento bom invade o nosso ser e o nosso coração se enche dessa alegria amorosa, doce... Mas também existem outros encontros,  que não são tão doces assim, nem tão gentis. Também temos encontros que, não existe nada de acaso, como nos diz Francisco Cândido Xavier(*1), “ninguém cruza o nosso caminho por acaso”, ninguém!. Não existe esse acaso. Todas as pessoas que passam pela nossa vida,  trazem notícias de uma Lei Divina, regendo esses encontros.

Nós atraímos, como os astros se atraem, numa dança eterna. Como a lua gira em torno da terra, como a terra gira em torno  do sol, nós também nos procuramos. Amores, desamores, afetos, desafetos nós giramos cosmicamente, movidos por esse grande amor de Deus na nossa vida. Então, nessa dança cósmica, eterna, a grande melodia que entoa, e que dá o ritmo, e que nos sintoniza uns com os outros, nós poderíamos dizer que ela se chama: amor. Eis a grande melodia do universo, o ritmo onde todos nós ao som do amor, ao sentimento do amor, dançamos a dança da vida, a dança da existência.

Amado e amada, nós também podemos chamar esse sentimento, que é uma energia motriz de todos os gestos e atos... Nós também podemos chamá-lo de:  Caridade. Um amor especial, um amor que olha o outro antes mesmo de olhar a si. Um amor que percebe no outro. O grande motivo da existência desse bailado doce, belo e eterno - caridade.

Amado e amada, e todas as vezes que nós nos desensintonizamos dessa melodia, dessa energia motriz,  daquilo que verdadeiramente nos move, nós entramos num processo de adoecimento.

Não é possível parar a lua, não é possível a terra de repente estacionar,  e se negar a girar sobre si própria e envolta do sol. Não podemos parar um rio de correr, nem uma flor de brotar. Um pintinho que nasce do ovo... não pode ser interrompido o processo. Não há, não existe, não é possível. Não é da Lei, é antinatural. Então, querer parar a energia motriz dos nossos dias é o grande motivo do enlouquecimento, é achar que podemos ser mais do que Deus. Mais do que todas as energias que nos conduzem. Mais do que todo amor do universo. É querer que a nossa vontade seja soberana. É como se nós saíssemos a gritar enlouquecidos  pra que a água não corra, para que o vento não sopre, pra que as flores não brotem. Não existe. Entramos no campo das ilusões, do adoecimento mental.

A nossa mente, demente. Entramos na mente, e vivemos mentiras, ilusões. O real, o verdadeiro, aquilo que está na Lei, é claro como um sol que nasce, é claro como as águas que correm , é só olharmos!  Enquanto estamos nesse campo vibracional do amor temos a proteção do grande guardião de nossas almas, Deus, ou o outro nome mais próximo de nós Jesus, o nosso doce Raboni ou todos aqueles que vem em nome dele, de Deus e de Jesus na nossa vida.

Maria Santíssima, Eurípedes Barsanulfo, e todos os santos da igreja, enfim são milhares, são constelações de amigos a nos auxiliar na doce tarefa de existir  e de amar. Pensemos nisso, não deixemos que essa energia da demência, da mente, da ilusão, do achar que podemos “direcionar”,  quando na verdade só nos cabe ouvir, obedecer, fazer, trilhar, ser, amar, ser feliz, dar cumprimento a nossa tarefa. Simples assim: amar, perdoar, entrar numa dança de parceria com aqueles  que a priori nos levam a reflexões profundas, mas que com certeza, Deus na sua bondade, nos preparou esse encontro, doce encontro. As dores serão ressignificadas e o grande elo do amor ocorrerá. Pensemos nisso, amado e amada. Amemos muito, sejamos felizes, deixemos que essa doce melodia toque, em nossos dias. Paz no coração de todos. Boa Noite.

Indicamos novamente o filme de Santa Teresinha, para servir como material para nossas reflexões.

Sublinhamos a cena em que Teresa está no Convento trabalhando na colheita e a irmã Augustina a procura...(1:08:05 – na régua de tempo do filme). Durante o filme podemos observar várias cenas em que Teresa encontra nesta irmã reprovação, desdém pelo fato de Teresa ter apenas 15 anos, por achar ela incompetente, enfim... várias oportunidades que Teresa transforma em chances de burilamento de sua alma.

Nesta cena em especial, Teresa já apresenta sérios problemas respiratórios e docemente recebe as reprovações de irmã Augustina... O que parece aborrece-la.

Ela então pergunta à Teresa

- Irmã Teresa o que em mim atrai tanto você? Todo vez que olho para vc vejo este  sorriso...

Teresa responde:

- Eu sorrio porque fico feliz em ver vc!

Amad@s, quanta grandeza... Podemos observar nesta cena e em várias outras como Teresa buscava em cada encontro,  uma oportunidade de encontrar-se com o Cristo, com a grandeza do amor em cada um e buscava o lugar do auto-aperfeiçoamento... Uma paz enorme então reinava em seu coração...

Como na reflexão que Teresa faz em cena anterior (1:05:00): Cita Teresa:

“Aquele que for pequeno, deixem que venha a mim”

Teresa diz:

- “Nessas  palavras das escrituras encontrei o meu pequeno caminho para a santidade

Não preciso subir ao nível dos grandes santos. Tenho que ser eu mesma!

Uma pequena criança.”

Amig@s, em nossa caminhada nos encontraremos com nossos desafetos, amigos, inimigos.... seres que de alguma forma nos achamos ligados, enlaçados.

Que possamos nestes momentos lembrarmos desses maravilhosos exemplos deixados por Santa Teresinha do Menino Jesus, e que possamos ver o Cristo neles... e como crianças amorosas, possamos caminhar para a nossa santidade... para o nosso encontro com esse Deus interior que habita em tod@s nós.

TENHA PACIÊNCIA, MEU FILHO

“Quando Dona Maria João do Deus desencarnou, em 29 de setembro do 1915, Chico Xavier, um de seus nove filhos, foi entregue aos cuidados de Dona Rita do Cássia, velha amiga e madrinha da criança.

Dona Rita, porém, era obsidiada e, por qualquer bagatela, se destemperava, irritadiça.

Assim é que o Chico passou a suportar, por dia, várias surras de vara de marmeleiro, recebendo, ainda, a penetração de pontas de garfos no ventre, porque a neurastênica e perversa senhora inventara esse estranho processo do torturar.

O garoto chorava muito, permanecendo, horas e horas, com os garfos dependurados na carne sanguinolenta e corria para o quintal, a fim de desabafar-se, porque a madrinha repetia, nervosa:

- Este menino tem a diabo no corpo.

Um dia, lembrou-se a criança de que sua Mãezinha orava sempre, todos os dias, ensinando-o a elevar o pensamento a Jesus e sentiu falta da prece que não encontrava em seu novo lar.

Ajoelhou-se sob velhas bananeiras e pronunciou as palavras do Pai Nosso que aprendera dos lábios maternais.

Quando terminou, oh! maravilha!

Sua progenitora, Dona Maria João de Deus, estava perfeitamente viva ao seu lado.

Chico, que ainda não lidara com as negações e dúvidas dos homens, nem por um instante pensou que a Mãezinha tivesse partido para as sombras da morte.

Abraçou-a, feliz; e gritou:

- Mamãe, não me deixe aqui... Carregue-me com a senhora...

- Não posso, - disse a entidade, triste.

- Estou apanhando muito, mamãe!

Dona Maria acariciou-o e explicou:

- Tenha paciência, meu filho. Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar.

- Mas, - tornou a criança - minha madrinha diz que eu estou com o diabo no corpo...

- Que tem isso? Não se incomode. Tudo passa e se você não mais reclamar, se você tiver paciência, Jesus ajudará para que estejamos sempre juntos.

Em seguida, desapareceu.

O pequeno, aflito, chamou-a em vão.

Desde desse dia, no entanto, passou a receber o contato de varas e garfos sem revolta e sem lágrimas.

- Chico é tão cínico - dizia Dona Rita, exasperada, que não chora, nem mesmo a pescoção.

Porque a criança explicasse ter a alegria de ver sua mãe, sempre que recebia as surras, sem chorar, o pessoal doméstico passou a dizer que ele era um "menino aluado".

E, diariamente, à tarde, com os vergões na pele e com o sangue a correr-lhe em pequeninos filêtes do ventre o pequeno seguia, de olhos enxutos e brilhantes, para o quintal!, a fim de reencontrar a mãezinha querida, sob as velha árvores, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.

Assim começou a luta espiritual do médium extraordinário que conhecemos.

O VALOR DA ORAÇÃO

A madrinha do Chico, por vêzes, passava tempos entregue a obsessão.

Assim é que, nessas fases, e exasperação dela era mais forte.

Em algumas ocasiões, por isso, condenava o menino a vários dias de fome.

Certa feita, já fazia três dias que a criança permanecia em completo jejum.

À tarde, na hora da prece, encontrou a mãezinha desencarnada que lhe perguntou o motivo da tristeza com a qual se apresentava.

- Então, a senhora não sabe, - explicou o Chico - tenho passado muita fome...

- Ora, você está reclamando muito, meu filho! - disse Dona Maria João de Deus - menino guloso tem sempre indigestão.

- Mas hoje bem que eu queria comer alguma coisa...

A mãezinha abraçou-o e recomendou:

- Continue na oração e espere um pouco.

O menino ficou repetindo as palavras do Pai Nosso e daí a instantes um grande cão da rua penetrou o quintal.

Aproximou-se dele e deixou cair da bocarra um objeto escuro.

Era um jatobá saboroso...

Chico recolheu, alegre, o pesado fruto, ao mesmo tempo que reviu a mãezinha no seu lado, acrescentando.

- Misture o jatobá com água e você terá um bom alimento.

E, despedindo-se da criança, acentuou:

- Como você observa, meu filho, quando oramos com fé viva até um cão pode nos ajudar, em nome do Jesus.

O ANJO BOM

Dois anos de surras incessantes.

Dois anos vivera o Chico junto da madrinha.

Numa tarde muito fria, quando entrou em colóquio com Dona Maria João de Deus, Chico implorou:

- Mamãe, se a senhora vem nos ver, porque não me retira daqui?

O Espírito carinhoso afagou-o e perguntou:

Por que está você tão aflito? Tudo, no mundo, obedece a vontade de Deus...

- Mas a senhora sabe que nos faz muita falta...

A Mãezinha consolou-o e explicou:

- Não perca a paciência. Pedi a Jesus para enviar um anjo bom que tome conta de vocês todos.

E sempre que revia a progenitora, o menino indagava:

- Mamãe, quando é que a anjo chegará?

- Espere, meu filho! - era a resposta de sempre.

Decorridos dois meses, a Sr. João Cândido Xavier resolveu casar-se em segundas núpcias.

E Dona Cidália Batista, a segunda espôsa, reclamou os filhos de Dona Maria João de Deus, que se achavam espalhados em casas diversas.

Foi assim que a nobre senhora mandou buscar também o Chico.

Quando a criança voltou ao antigo lar contemplou a madrasta que lhe estendia as mãos...

Dona Cidália abraçou-o e beijou-o com ternura a perguntou:

- Meu Deus, onde estava êste menino com a barriga deste jeito?

Chico, encorajado com o carinho dela, abraçou-a também, como o pássaro que sentia saudades do ninho perdido.

A madrasta bondosa fitou-o bem nos olhos e indagou:

- Você sabe quem sou, meu filho?

- Sei sim. A senhora é o anjo bom de que minha mãe já falou... E, desde então, entre os dois, brilhou o amor puro com que o Chico seguiu a segunda mãe, até a morte.”

GAMA, Ramiro. Lindos Casos de Chico Xavier. LAKE, 1986.

A DEPURAÇÃO DO ESPÍRITO: NASCER DE NOVO

Temos na reencarnação a ação amorosa de Deus que nos permite retornar periodicamente em um corpo físico, e, em um lugar específico – região, país, cidade, etc. condizente com o projeto reencarnatório de cada um. A reencarnação tem como objetivo propiciar vivências de conhecimentos e auxiliar o espírito a evoluir. (SBEE – Sociedade Brasileira de Estudos espíritas. Reencarnação, disponível em: www.sbee.org.br)

Sobre o processo reencarnatório, poderemos ver registros em na trajetória de Jesus e de Kardec, o reencarnar como um movimento natural e necessário para a evolução do espírito.

Na Bíblia encontramos em João (3:1–15), a conversa de Jesus com Nicodemos  em torno da reencarnação. Nicodemos, como fariseu, ensinava na sinagoga. A reencarnação, era conhecida e pregada pelos fariseus. Mas seus conhecimentos eram superficiais e imprecisos, e Nicodemos procurou Jesus durante a noite para tentar tirar suas dúvidas, e se reportou a Jesus:

“Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”

Jesus fala em nascer da água e do espírito. A água na Bíblia representa o elemento gerador absoluto, o princípio material, então água e espírito são princípios diferentes, o princípio material e o princípio espiritual. A carne descende da carne - geneticamente descendemos de nossos pais, nossa carne é herança genética da carne deles. Mas o espírito não descende da carne – o espírito que anima o corpo material é preexistente, ele já era espírito.

Assim como para os Fariseus, representado aqui por Nicodemos, o povo Essênio também possuía conhecimento sobre a reencarnação.

 No livro “A Grande Espera”, psicografado por Corina Novelino, temos o registro de uma das vidas de Eurípedes Barsanulfo – Marcos, quando ele, passa a viver com o povo Essênio. No livro, há relatos de que os essênios viviam em comunidade, na Chácara das Flores, e curavam com plantas. Eles tinham como princípio para o burilamento do corpo e da alma – o trabalho manual, a oração e a fraternidade para serem dignos do encontro que estava por vir, o encontro com Jesus. Esse encontro é descrito de maneira grandiosa nas páginas do livro.

A partir do Evangelho Segundo o Espiritismo temos no texto do item 17, ressurreição e reencarnação, do Capítulo IV – Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo, os esclarecimentos necessários sobre a reencarnação, enquanto princípio orientador de nossos passos, e reorganizador da Lei de Amor em nossas vidas.

Somos espíritos imortais e experimentamos muitas existências carnais. Nos modificamos a cada nova existência, mas a nossa individualidade em essência, é a mesma.

“ A essa autoridade, de natureza religiosa, virá juntar-se no plano filosófico, a das provas que resultam da observação dos fatos. Quando dos efeitos se quer remontar às causas, a reencarnação aparece como uma necessidade absoluta, uma condição inerente à humanidade, em uma palavra, como uma lei da natureza. Ela se revela, pelos seus resultados, de maneira por assim dizer material, como o motor oculto se revela pelo movimento que produz. Somente ela pode dizer ao homem de onde ele vem, para onde vai, por que se encontra na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as injustiças aparentes da vida. Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, a maior parte das máximas do Evangelho são ininteligíveis, e por isso tem dado motivo a interpretações tão contraditórias. Esse princípio é a chave que deve restituir-lhes o verdadeiro sentido.”

 

 

O Evangelho Segundo o Espiritismo, por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires.

Disponivel em https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-4-ninguem-pode-ver-o-reino-de-deus-se-nao-nascer-de-novo/ressurreicao-e-reencarnacao/

O BOM SAMARITANO

Animação em técnica de stop motion sobre a passagem bíblica da "Parábola do Bom Samaritano", contada por Jesus no Novo Testamento. (Lucas 10:25-37)

Constelação Familiar

Amig@s, deixamos como sugestão para nossas reflexões e busca de recursos para o nosso desenvolvimento espiritual -a Constelação familiar – que consideramos uma ferramenta muito importante para o nosso auto conhecimento e para  aprimoramento de nos mesmos e de nossos relacionamentos. Segue então algumas informações para que possamos iniciar nossa pesquisa... Boa sorte!!

 

“Constelação familiar é um método psicoterapêutico recente, com abordagem sistêmica não empirista, ou subjetiva, desenvolvido pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.

Introdução e Desenvolvimento do método: Bert Hellinger desenvolveu seu método, a partir de observações empíricas, como missionário católico na África do Sul. Estudou, a partir de então, psicanálise e diversas formas de psicoterapia familiar, os padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos familiares ao longo de gerações.

Hellinger se deparou com um fenômeno descortinado pela psicoterapeuta americana Virginia Satir nos anos 70, quando esta trabalhava com o seu método das “esculturas familiares”: que uma pessoa estranha, convocada a representar um membro da família, passa a se sentir exatamente como a pessoa a qual representa, às vezes reproduzindo, de forma exata, sintomas físicos da pessoa a qual representa, mesmo sem saber nada a respeito dela.

  Esse fenômeno, ainda muito pouco compreendido e explicado, já havia sido descrito anteriormente por Levy Moreno, criador do psicodrama. Algumas hipóteses têm sido levantadas também utilizando-se da teoria de evolução dos "campos morfogenéticos", formulada pelo biólogo britânico Rupert Sheldrake e apoiando-se em conceitos da Física Quântica como, por exemplo, a não localidade.

De posse de detalhadas observações sobre tal fenômeno, Hellinger adquiriu experiência e, baseado ainda na técnica descrita por Eric Berne e aprimorada por sua seguidora Fanita English de “análise de histórias”, descobriu que muitos problemas, dificuldades e mesmo doenças de seus clientes estavam ligados a destinos de membros anteriores de seu grupo familiar.”(1)

 

  1. Fonte internet em 30.08.2018 as 11h: https://pt.wikipedia.org/wiki/Constela%C3%A7%C3%A3o_familiar (Esta página foi editada pela última vez às 12h05min de 25 de julho de 2018.)

 

 

 

“O amor preenche o que a ordem abarca.
O amor é a água a ordem é o jarro.
A ordem ajunta, o amor flui.
Ordem e Amor atuam juntos.”

Bert Hellinger

 

“Bert Hellinger nasceu na Alemanha, numa família católica com muitos filhos, no período entre as duas guerras mundiais, diante de um contexto econômico e social muito difícil que levou ao surgimento do partido Nazista. Aos doze anos ganhou uma anotação em seu boletim escolar feita por um policial político nazista por discordar que um famoso filósofo Alemão que morrera antes do nazismo, fosse nazista.

Com a eclosão da 2ª Guerra mundial foi recrutado para guerra e logo capturado pelas tropas americanas passando um ano como prisioneiro de Guerra. Após, retorna para Berlim onde serviu em uma ordem Missionária Católica, sendo enviado para África do Sul.

Na África do Sul ele se envolve com a tribo Zulu, aprendendo muitas coisas com a tribo como o grande respeito que possuíam por seus pais, a forma como as mães Zulus tratavam suas crianças, também que dentro do ambiente da tribo existiam poucos conflitos familiares.

Então se questionou o porquê algumas vezes os valores morais eram colocados acima dos valores pessoais em situações como o Nazismo e o Apartheid. Percebeu que o que atua por traz dos valores morais é a consciência leve e pesada. Foi então que reconheceu as 03 ordens do amor, leis universais que atuam sobre todos os relacionamentos humanos.

 

Essas descobertas progressivas de Bert Hellinger, nos permite enxergar os relacionamentos humanos de uma outra forma, através da compreensão desses princípios, encontrar soluções para conflitos familiares, pessoais e profissionais que pensávamos não existir mais.”(2)

 

 

 

 

 

 (2)Fonte internet em 30.08.2018 as 11:30: https://constelacaofamiliar.net.br/bert-hellinger/